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MINHA CASA, MINHA VIDA FECHA 2014 COM DÍVIDAS

<img class="attachment-266x266" style="text-align: justify;" title="Minha casa Minha vida" src="http://evoimoveis.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Minha-casa-Minha-vida1.jpg" alt="Minha casa Minha vida" width="224" height="160" />


<p style="text-align: justify;">                                                                    Os pagamentos às construtoras do Programa Minha Casa, Minha Vida, que deveriam ter sido feitos em dezembro de 2014, estão atrasados. "Os bancos que fazem o pagamento pelo Ministério das Cidades realizaram os repasses para as construtoras nos dias 26, 27, 29, 30 de dezembro e em 2 de janeiro. Mas ainda falta pagar 50% dos valores referentes a dezembro. Esse atraso é nacional e tem sido recorrente", explica Ronaldo Cury, vice-presidente do Sinduscon-SP. Cury informa que os meses de outubro e novembro foram quitados pelo programa. "Com esse acerto tardio foi possível pagar o 13º dos trabalhadores ainda em 2014. A frequência dos atrasos, no entanto, gera uma insegurança crescente porque não temos garantia do que vem pela frente." A CBIC já entrou em contato com os novos ministros das Cidades (Gilberto Kassab), da Fazenda (Joaquim Levy) e do Planejamento (Nelson Barbosa) para pedir uma reunião em caráter de urgência e tentar uma previsão de como será o calendário de pagamentos de 2015. Entre o final de 2014 e início de 2015,  cerca de quatro mil trabalhadores da construção civil podem ser demitidos no Maranhão. O motivo dessas demissões, segundo o presidente do Sinduscon-MA, Fábio Nahuz, é o atraso no pagamento das obras às construtoras pelo governo federal referente aos contratos do Programa Minha Casa, Minha Vida. Na Bahia, as empresas Metro Engenharia e Elite Engenharia não pagaram os salários de dezembro para os 1.200 funcionários da construção de um condomínio próximo ao presídio de Itabuna, no programa  Minha Casa, Minha Vida. Em razão disso, a obra foi paralisada no último dia 6 e não será retomada até o pagamento dos operários, segundo o presidente do Sintracon, Gilson dos Santos. No Ceará, os pagamentos às construtoras que executam obras do programa Minha Casa, Minha Vida, que deveriam ter sido realizados em dezembro de 2014, ainda continuam atrasados. De acordo com o Sinduscon-CE, apenas 30% do repasse prometido, que está atrasado há mais de dois meses, foi realizado pelo governo. Por conta do atraso, segundo o presidente do sindicato, André Montenegro, novas demissões poderão voltar a ocorrer neste ano. "Cerca de 2 mil pessoas já foram demitidas no ano passado e, caso uma data para o pagamento não seja definida, novas demissões podem acontecer", afirma. "O clima atual é de preocupação. Estamos realizando reuniões semanais para tratar do assunto", disse. As perdas, segundo Montenegro, poderão ser estendidas para diversos segmentos além da construção civil. "A falta de pagamento pode colocar em risco a própria continuidade das obras. Isso ainda gerará uma reação em cadeia envolvendo fornecedores e outros parceiros", analisa. A demora no repasse prejudica os recursos das construtoras, que precisam honrar compromissos financeiros. "Com regras e prazos eu consigo negociar com meus fornecedores, consigo planejar a obra, mas desse jeito não sabemos como continuar. Estamos sem informações", afirma. A expectativa do setor é a de que o governo agilize a liberação dos pagamentos e determine um novo prazo para os repasses.</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
15/01/2015

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