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TRABALHADORES: DAS OBRAS PARA A UNIVERSIDADE

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<p style="text-align: justify;">                                                                         Aos 19 anos, o trabalhador da construção civil Amadeus Alves de Oliveira é um jovem com uma história que pode ser descrita através de uma equação matemática.. Por outro lado, adicionou conquistas, graças a seu esforço de não se acomodar às circunstâncias. Amadeus Alves de Oliveira, jovem que para ajudar a família de origem humilde assistiu à vida lhe subtrair direitos essenciais, como o de estudar, já que não conseguia conciliar o estudo com o trabalho, fez parte do Programa Educacional no Canteiro de Obras da Dinâmica Engenharia, que começou este projeto nos anos de 1980 e já ajudou a formar mais de oitocentos alunos. A motivação inicial para voltar ao estudo foi a possibilidade de crescer na empresa. Sua função era de servente e, para ser classificado num novo cargo, precisaria do Ensino Fundamental. “Depois que eu peguei esse diploma, fui promovido a operador de elevador, o que trouxe um incremento de 50% no meu contracheque”, lembra. Agora, ele dá mais um passo, com a formatura no Ensino Médio, e já faz planos: quer chegar à universidade, onde pretende cursar Ciências Contábeis “O que minha mãe mais queria é que eu continuasse os estudos”, comemora. Juntamente a outros 12 colegas de trabalho, Amadeus recebeu o diploma de conclusão do Ensino Médio na última quarta-feira, dia 15,no mês em que se comemora o Dia Internacional da Educação (28 de abril). Para a técnica em segurança do trabalho Marta Vilela, além do crescimento profissional, a elevação da autoestima do trabalhador é outro efeito positivo da medida. “Ele se sente um cidadão dignificado. Apesar da origem humilde e da trajetória sofrida da maioria, estas pessoas passam a ter acesso ao curso superior, o que outrora parecia uma utopia”, observa. O acesso de pessoas da classe social menos favorecida às universidades públicas aumentou significativamente entre 2004 e 2013, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, divulgada no final do ano passado. O levantamento mostra que dos 20% jovens mais pobres do País, apenas 1,4% estavam matriculados na universidade pública. Em 2013 esse número subiu para 7,2%. Já nas faculdades particulares, o número de pobres que representava 1,3% em 2004, agora corresponde a 3,7%. “A escola nas obras é uma contribuição para o aumento desta escolaridade dentro de segmento da construção civil, pois, para estes trabalhadores, é muito mais difícil permanecer na escola convencional”, explica Mário Valois, diretor da empresa. Geralmente, o intervalo de tempo entre a saída do trabalho ao horário de entrada nas aulas não é suficiente para o trajeto, o banho e a janta necessários antes da aula. “Quando param, a maioria é vencida pelo cansaço, que bate quando param de trabalhar”, complementa o diretor da Dinâmica. Na escola das obras, eles recebem o lanche e tomam banho após o trabalho. As aulas acontecem em sala de aula instalada dentro do canteiro, eliminando a necessidade de deslocamento. As aulas são ministradas das 18h às 20h, de segunda a quinta-feira. A iniciativa da construção civil em adotar a escola nas obras e proporcionar a retomada dos estudos aos trabalhadores é um gota no oceano, mas revela-se como uma contribuição na contramão desta triste realidade educacional do País. Amadeus e outros 12 colaboradores da Dinâmica Engenharia receberam o diploma de conclusão do Ensino Médio durante solenidade no canteiro de obras do Residencial New Liberty, no Jardim Atlântico, em Goiânia.</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
13/10/2015

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