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CAIXA VAI FOCAR O CRÉDITO EM MORADIAS NOVAS

<img class="attachment-post-thumbnail" src="http://evoimoveis.com.br/wp-content/uploads/2015/10/CR%C3%89DITO-IMOBILI%C3%81RIO-150x150.jpg" alt="CRÉDITO IMOBILIÁRIO" width="150" height="150" />


<p style="text-align: justify;">                                                                      A Caixa Econômica Federal informou nesta segunda-feira (27) que vai reduzir a cota de financiamento para imóveis usados e focar seu crédito habitacional em moradias novas, a partir de 4 de maio. Os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) terão uma redução do limite do valor total financiado de 80% para 50% no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Para comprar um imóvel usado pelo SFH será necessário dar uma entrada de no mínimo 50% e financiar a outra metade. Antes, a entrada mínima era de 20%. Já no caso do SFI, o valor mínimo da entrada passará a ser de 60%, para o consumidor financiar os outros 40%. A mudança se dá menos de um mês após a Caixa elevar os juros do financiamento da casa própria. Agora, quem quiser financiar um apartamento com preço acima de R$ 750 mil terá de dar uma entrada de 60%. Antes, era possível pagar à vista apenas 30% do total. Para imóveis com preço menor, a entrada exigida subiu de 20% para 50%. Ficam de fora dessa mudança o crédito para a habitação popular, como o programa Minha Casa Minha Vida, e os financiamentos com recursos do FGTS. Não houve alterações nestas modalidades, de acordo com a Caixa. A restrição ocorre após a caderneta da poupança ter registrado uma saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 11,43 bilhões em março, a maior fuga de recursos da aplicação para todos os meses. Quando a captação da poupança é reduzida, os recursos para empréstimos ficam mais escassos. O mês de março foi o terceiro seguido em que a poupança registrou recorde de saídas de valores. Em janeiro, R$ 5,52 bilhões haviam deixado a caderneta, valor que subiu para R$ 6,26 bilhões em fevereiro deste ano e para mais de R$ 11 bilhões em março. Analistas dizem que as novas regras tornarão muito mais difícil a compra da casa própria e atribuem a decisão da Caixa à queda na captação da poupança. Imobiliárias preveem piora nas vendas e recuo nos preços. A Folha de S. Paulo avalia que a mudança beneficia construtoras, “que estão com estoque elevado de imóveis novos encalhados”. E especula: “Como a Caixa focará no financiamento de imóveis novos, o segmento de usados poderá virar um nicho de atuação dos bancos privados, que devem obter ganhos maiores.”</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
15/10/2015

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