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COLUNISTA ALERTA PARA RISCOS QUE O SETOR CORRE

<img class="attachment-266x266" style="text-align: justify;" title="O mercado imobiliário vive um momento de incerteza e números contraditórios" src="http://evoimoveis.com.br/wp-content/uploads/2014/11/O-mercado-imobili%C3%A1rio-vive-um-momento-de-incerteza-e-n%C3%BAmeros-contradit%C3%B3rios-396x280.jpg" alt="O mercado imobiliário vive um momento de incerteza e números contraditórios" width="266" height="188" />


<p style="text-align: justify;">                                                                   Sob o título Da construção Míriam Leitão, colunista de Economia de alguns jornais brasileiros, publica esta análise nas edições desta sexta-feira: O mercado imobiliário vive um momento de incerteza e números contraditórios. O financiamento da casa própria dobrou em pouco mais de dois anos, mas as empresas ligadas ao setor de construção tiveram números fracos de faturamento nos últimos 12 meses. O crédito sobe, mas há aumento de custos, acúmulo de estoques e insegurança no cenário econômico. A análise do balanço das 14 maiores incorporadoras do País mostra uma queda de 17% da receita operacional líquida nos últimos 12 meses até junho, segundo levantamento feito pela consultoria Lopes Filho &amp; Associados. Foi a maior queda entre os 24 setores pesquisados. As empresas de intermediação imobiliária faturaram 15% a menos na mesma comparação enquanto as de materiais de construção e decoração tiveram alta de apenas 1%. 'A indústria imobiliária é muito sensível ao momento econômico. Estamos falando de uma decisão de compra determinante, que será carregada por bastante tempo. Antes mesmo dos índices, basta a sensação de segurança ficar abalada para que a decisão de comprar seja postergada. O resultado foi o acúmulo de estoques', disse Leila Almeida, gerente de análise da Lopes Filho. Em 2008, as cinco maiores incorporadoras tinham em estoque de imóveis no valor de R$ 9,2 bilhões. Ao fim do segundo trimestre deste ano, MRV, Cyrela, Direcional, Brookfield e Gafisa marcavam em seus balanços um valor 84,6% maior: R$ 17 bilhões. No quarto trimestre de 2007, quando o mercado imobiliário parecia engrenado, essas cinco grandes fizeram lançamentos que chegaram a R$ 5,1 bilhões. No segundo trimestre deste ano, último dado disponível, o volume foi de R$ 2,8 bilhões, uma queda de 44%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o recuo nos lançamentos foi de 10,7%. A alta dos juros atrapalha as vendas. Mas o que chama atenção, nesse cenário, é que o crédito imobiliário continua muito forte. O saldo de financiamentos destinado a pessoas físicas, segundo números do BC, cresceu 102% entre janeiro de 2012 e julho deste ano, saltando de R$ 194 bilhões para R$ 392 bilhões. Já passa de 7% do PIB. Nos últimos 12 meses, a alta é de 28%. A parte da indústria que atua no programa Minha Casa, Minha Vida, segundo Leila Almeida, está se saindo melhor. Mas a restante, que atua em condições com menos subsídios, enfrenta dificuldades. A exemplo do que ocorre com outras indústrias, o aumento de custo é um problema. A inflação do setor medida pelo INCC subiu 7,09% em 12 meses.</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
05/11/2014

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