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IMÓVEIS: CRISE PROVOCA PERDAS DE PREÇOS NO PAÍS




<p style="text-align: justify;">                                                  No Rio de Janeiro, nos últimos anos, muitos proprietários de imóveis da Zona Sul, Niterói, Barra e da Grande Tijuca passaram a se sentir milionários. Tudo graças à incrível valorização das residências nessas regiões. Agora o movimento é outro: é preciso ajustar preços. E nem mesmo quem trabalha neste mercado escapa da nova realidade. Elza Salles, gerente de uma imobiliária, está penando para vender seu apartamento de três quartos e 120 metros quadrados na Rua Santa Clara, coração de Copacabana. Anunciado por R$ 1,5 milhão cinco meses atrás, ela não recebeu nenhuma ligação pelo imóvel. Mês passado, Elza baixou o valor para R$ 1,25 milhão. Nada ocorreu. Até o momento, a melhor proposta que recebeu foi de R$ 1,1 milhão, mas insiste no preço pedido. “É um apartamento que venderia como quisesse antes da Copa. Hoje, tenho dificuldade”, comenta. Não é um caso isolado. A valorização na maior parte dos bairros da cidade nos últimos 12 meses ficou abaixo da inflação e chegou a cair em áreas como Lagoa (-1,01%) e Gávea (-1%), segundo dados do Secovi-Rio.  Em outros, ficou quase estável: Recreio (0,22%), Flamengo (0,37%) e Botafogo (1,83%) estão entre eles. Em apenas três bairros, a alta superou a inflação acumulada no período, que foi de 7,14% segundo o IPCA: Bangu (25,31%), Centro (9,02%) e Ilha do Governador (7,52%), locais onde a oferta é mais estrita. Os ajustes estão aí. Quem planeja comprar imóvel novo pode conseguir descontos de até 20%. Quem optar por um usado deve negociar abatimentos que já chegam, em média, a 10%. Os valores estão estáveis, com oportunidades devido ao freio na economia. Rafael Menin, presidente da MRV, pondera que a situação não está tão ruim para o mercado de baixa renda, pois o desemprego ainda não chegou ao segmento. Além disso, os subsídios do  Programa Minha Casa, Minha Vida são garantidos com recursos do FGTS. “O Brasil precisa construir um milhão de residências por ano, a demanda segue”, avalia. A Gafisa criou um pacote de medidas para atenuar a cautela do consumidor. Imóveis adquiridos na planta este mês terão taxa zero de reajuste até o fim das obras. A empresa promete indenização em caso de atraso na entrega, além de isenção de juros por parcelas não pagas por até seis meses caso o comprador perca o emprego, diz o diretor Luiz Siciliano. Esse medo de comprar do consumidor é um dos entraves ao mercado. Por trás dele há mais que a cautela frente ao cenário econômico, com instabilidade de emprego e renda. “Para o brasileiro, comprar a casa própria é a realização de um sonho. Representa estabilidade, sucesso, numa lógica de resguardo e proteção. Mas agora está atrelada a contratos de financiamento por uma vida inteira. As pessoas têm medo de se arriscar”, explica Hilaine Yaccoub, doutora em antropologia do consumo e professora da ESPM-Rio. Com pessoas fugindo da compra e maior oferta de imóveis, em paralelo, cai o preço do aluguel. “Quem tem dinheiro aplicado pensa duas vezes antes de investir num ativo que não vai render mais que a inflação. Isso emperra o mercado”, comenta Rodrigo Barbosa, do site Morabilidade, com foco em imóveis classe A. Já Miguel de Oliveira, diretor da Associação dos Executivos de Finanças (Anefac), alerta para o fato de haver mais dificuldade na concessão de crédito: “Os bancos estão mais seletivos, exigem mais garantias e estão menos dispostos a dar financiamentos longos, de 35 anos.” Rogério Quintanilha, gerente de vendas da administradora de imóveis Apsa, destaca que a maior dificuldade de vendas está aumentando o número de pessoas ofertando imóveis para aluguel: “Ficar com imóvel fechado implica custos. Então os preços começam a cair.” Mas aí também há dificuldades. O engenheiro de produção Heladio Fernandes é dono de um apartamento de 60m² na Avenida Lúcio Costa, na Barra, no Rio de Janeiro. O imóvel – um quarto e sala, com varanda e vista para o mar – está para alugar há dois meses por R$ 5 mil. “Não tive nenhuma solicitação, então, esta semana baixei o preço para R$ 4 mil e já apareceu um casal interessado”, contou ele.</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
31/03/2015

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