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IMÓVEIS: RECUPERAÇÃO DAS VENDAS DEPOIS DAS ELEIÇÕES

<img class="attachment-266x266" style="text-align: justify;" title="aluguéis em São Paulo se mantiveram estáveis no mês de fevereiro" src="http://evoimoveis.com.br/wp-content/uploads/2014/11/alugu%C3%A9is-em-S%C3%A3o-Paulo-se-mantiveram-est%C3%A1veis-no-m%C3%AAs-de-fevereiro.jpg" alt="aluguéis em São Paulo se mantiveram estáveis no mês de fevereiro" width="266" height="180" />


<p style="text-align: justify;">                                                         A recuperação das vendas do mercado imobiliário a patamares anteriores dependerá muito da retomada da confiança do consumidor e dos empresários após o período eleitoral, que gera muitas incertezas. A opinião é do economista, consultor e especialista em mercado imobiliário Ricardo Amorim, que esteve nesta quarta-feira em Goiânia como palestrante num evento de comemoração dos 30 anos da Adão Imóveis. Amorim crê nessa recuperação porque a demanda ainda é maior que a oferta. E lembra ainda que a economia tem crescido menos e gerado menos empregos que antes. Também o crédito cresce num ritmo menor, o que significa menos consumo e compra de imóvel. Além disso, muitos falavam num estouro de bolha imobiliária após a Copa, o que levou a retração dos compradores, pois muitos achavam que comprariam mais barato depois. O terceiro fator de influência no mercado é a incerteza do cenário eleitoral. Estamos tendo talvez a eleição mais concorrida e incerta da história recente do País e pessoas estão meio sem saber o que pode acontecer depois, destaca Amorim. Por isso, antes de tomar uma decisão importante como a compra de imóvel, muita gente quer esperar um pouco mais para ver o que vai acontecer no próximo governo. Tudo isso levou a uma queda do volume de vendas. O economista acredita que, antes das eleições, será difícil uma mudança significativa. Mas, depois, as pessoas que atrasaram sua compra terão que tomar a decisão e voltar ao mercado num determinado momento. Com mais procura, as vendas e os preços devem voltar a subir. Ele também não acredita no risco de bolha imobiliária, pelo menos em breve. Se isso vai acontecer daqui a alguns anos, ninguém sabe, mas não hoje. A inadimplência só é grande (20%) no nível 1 do programa Minha Casa Minha Vida, voltado para a mais baixa renda, que tem garantia do governo. A primeira razão para essa confiança é que não se está construindo tanto no Brasil como se pensa. Ricardo Amorim lembra que ano passado foram construídos 400 mil imóveis no País, mas houve 750 mil casamentos e 250 mil divórcios. Sem contar as pessoas que saem da casa dos pais e formam novos lares. São mais de um milhão de novos lares ou 2,5 vezes o número de construções, sem falar no déficit habitacional de mais de 5 milhões de moradias. Então, não existe sobra. Para ele, a sensação de que o brasileiro está muito endividado também está errada porque a dívida imobiliária no País é de 8% do PIB. Em todos os países que tiveram estouro de bolha imobiliária, em todos o nível mínimo de crédito imobiliário em relação ao PIB era de 50%. Estamos muito longe desse nível. Além disso, hoje o americano deve 20 vezes mais que o brasileiro e tem uma renda só cinco vezes maior. No fundo – destacada Ricardo Amorim - , o que vai fazer o mercado voltar a crescer é a volta da confiança, que é a mais baixa entre os empresários e consumidores nos últimos seis anos. Ninguém compra imóvel quando está com medo. Conseguir retomar essa confiança deve levar a uma recuperação, prevê Amorim. Para ele, isso pode ocorrer entre o fim deste ano e início de 2015 e a retomada dependerá muito do resultado das eleições. Se permanecer o governo atual, a chance de retomada é menor porque o choque de confiança implica mudança. Alguma coisa terá de ser feita diferente. Para Murilo Andrade, superintendente da Adão Imóveis, as bases do mercado imobiliário são sólidas: crédito, renda e uso próprio, o que não mudou em nenhum cenário. Além disso, há um represamento de alguns compradores que aguardaram a Copa para comprar, e nada mudou, e as eleições agora. Junta a demanda natural e a reprimida, que tendem a puxar os preços do metro quadrado para cima. Além disso, segundo ele, Goiânia ainda tem um metro quadrado mais barato entre as capitais e uma renda alta. Por isso, a hora de comprar é agora.</p>






<strong>Fonte: www.ademigo.com.br</strong>
10/11/2014

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